• Dicas, Filmes
  • 23 fev 2017

    Memórias de uma gueixa

     

    Ei pessoal! Tudo bem?

    Sei que estou um pouquinho sumida, mas gostaria de mais uma vez pedir desculpas pelo meu sumiço. Confesso que estou em uma puta ressaca literária esses dias. Estou com três livros para terminar, e não consegui concluir nenhum até agora :/ mas prometo que vou me esforçar e trazer resenhas pra vocês. São tantas coisas passando em minha mente ultimamente, e confesso que estou extremamente perdida sobre vários assuntos referentes à minha vida. Mas chega de falar de mim, não é mesmo? Hoje resolvi trazer para vocês uma dica de filme e livro – e depois prometo fazer um post relacionado à livro x filme referente à essa dica de hoje, ok?

    Bom, acredito que minha paixão pela Coréia do Sul não seja uma novidade para vocês, não é mesmo? A dica de hoje não tem a ver com a Coréia em especial (snif), mas sim sobre um país asiático que muitas pessoas acabam tendo curiosidades sobre esse universo. Hoje em dia, por mais que vivenciamos um mundo diferente de 70 a 80 anos atrás, ainda presenciamos cenas de maus tratos covardia estampada contra algumas mulheres – lógico, conseguimos evoluir bastante isso, mas ainda sabemos que precisamos mudar muita coisa.

    Pois bem imaginem só: Japão. Uma cultura totalmente diferente do Brasil, porém com muitas coisas em comum. Sabemos que em grande parte do mundo, o patriarquismo sempre existiu, e pelo menos no Japão, as coisas são um pouco mais complexas que aqui por exemplo – ou já foram, não é mesmo? Mas a questão é: até que ponto vale a disposição de uma mulher para ser alguém em uma sociedade? Vencer preconceitos, vencer o abandono, a falta de uma base familiar – pois infelizmente a nossa protagonista passa por isso. Até que ponto a mesma precisou lutar e chegar para ser reconhecida com um ser humano. O filme traz menções incríveis a cultura misteriosa das gueixas – e para quem não sabe, Gueixas são artistas em movimento, e não prostitutas como muitas pessoas pensam. Somos apresentados à uma criança inocente em seus aspectos, que foi vendida por seus pais para um okiya, uma casa de gueixas.

    Porém, como nem tudo são flores, nossa protagonista passa por muita coisa em sua vida para assim se tornar uma das gueixas mais renomadas de todo o Japão. O principal cenário do filme é sim o universo das gueixas, entretanto, como cenário de fundo, temos o início da Segunda guerra mundial. Por mais que Sayuri acaba se tornando uma das gueixas mais famosas do Japão, a mesma precisa lidar com o egoísmo, inveja, e o desejo de todos os homens mais importantes da época – sendo que seu coração pertence apenas à uma pessoa.

     

    Descobrimos ainda que gueixas não podem se permitir amar. Sim, são artistas que buscam a perfeição, entretanto, não podem amar. São privadas de um dos sentimentos mais lindos e puros que um ser humano pode experimentar em sua existência. Mas ainda assim, se contentam com a bondade – uma vez que algumas já experimentaram tanta maldade.

    E é por isso que esse livro/filme é sem sombra de dúvidas, um dos meus favoritos. Sempre que assisto, choro horrores e não me canso! A história de Sayuri é cativante. Não tem como não se apaixonar e não tem como não torcer por ela até o final. Pra quem está em busca de um filme/livro feliz, peço que entenda o sofrimento e só depois entenderá a felicidade. Além disso, o filme/livro nos trás tantas lições que nossa! Se alguém ainda não assistiu, peço encarecidamente que vá fazer isso, haha.

     

    E vocês? Já leram ou assistiram ao filme? <3

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