• Resenhas
  • 16 nov 2016

    Resenha: A Garota no Trem

    Título: A Garota no Trem

    Autor (a): Paula Hawkins
    Editora: Record
    Ano: 2015
    Onde comprar: Saraiva/Submarino
    Avaliação: 4/5

     

    ”Ela está enterrada sob uma bétula, perto da velha ferrovia, seu túmulo marcado com pedras. Não mais que um montinho de pedras, pois eu não queria atrair atenção para o seu lugar de descanso, mas também não podia deixá-la sem nenhum tipo de memorial. Ali ela vai dormir em paz, sem ninguém para perturbá-la, sem nenhum som além do canto dos pássaros e do ruído dos trens que passam.”

    O livro nos traz a perspectiva da vida de Rachel – uma mulher divorciada, desempregada, que divide apartamento com uma amiga e ainda, alcoólatra. Com essa pequena descrição, algumas pessoas podem pensar 5 vezes antes de começar esse thriller psicológico – mas acredite: vale a pena. A história é contata na perspectiva de Rachel, onde a personagem está vivendo uma vida estagnada e sem nenhuma emoção. Toda manhã Rachel toma o trem das 08:04 am para Londres. Além disso, todas as manhãs quando o trem para em um suposto sinal, Rachel escolhe uma casa para observar, pois o casal que reside lá, chama bastante a sua atenção pelo fato de sempre parecerem felizes e assim, lembrá-la de seu casamento – que terminou em um divórcio por conta de uma traição.

    Rachel cria nomes para o casal (Jess e Jason), e é como se esse casal se tornasse a sua fuga da realidade, fazendo com que todas as manhãs, a mesma torcesse para encontrá-los do lado de fora da casa para ela imaginar histórias sobre suas vidas. Em uma certa manhã, Rachel percebe algo estranho e totalmente fora do normal em sua rotina de vigiar a casa, e a mulher da casa que ela olhava todas as manhãs, na verdade se chama Megan e está desaparecida. Com essa notícia, Rachel começa a se envolver no desaparecimento de Megan, para tentar solucionar o caso, e assim, descobri o que aconteceu com a Megan.

    Nisso, somos tomados por inúmeros sentimentos com relação à Rachel, pois a personagem consegue irritar facilmente. Por mais que a mesma enfrente o alcoolismo e a depressão, percebemos que a mesma não faz absolutamente nada para tentar reverter o seu quadro. Além disso, a personagem é um tanto quanto problemática, e não me apeguei em momento algum à mesma. Confesso que meus sentimentos por Rachel se resumem em: pena. O livro traz ainda a perspectiva de mais duas personagens femininas:  Megan e Ana. No começo confesso que fiquei super confusa, mas depois a história mostra como cada uma delas é interligada. Por mais que seja um thriller, esperava mais com relação ao desenrolar da história. Confesso ainda que por mais que a história e pensamentos de Rachel seja em Londres e a maior parte da mesma em um trem, em momento algum me senti em Londres ou no trem das 08:04 am.

    A autora pecou em detalhes, entretanto, o livro continua sendo bom. Larguei de mão o livro diversas vezes, mas várias pessoas comentavam pra eu prosseguir e dar de fato uma chance ao livro. E, por mais que inúmeras vezes quis deixá-lo, insisti e não me arrependi. O desfecho final é um tanto quanto surpreendente e vale a pena conferir a história.

    A garota no trem é um thriller psicológico onde nos mostra que existem sim pessoas que vivem apenas de aparência, e além disso, nos mostra o poder que algumas pessoas possuem em manipular tudo ao seu redor. O jogo de manipulação e o ”viver de aparências” é de fato surpreendente tratando-se do livro. Em resumo: o livro trata de ilusões a serem destruídas e verdades totalmente ocultas, e além disso, a influência que pessoas ao nosso redor incidem em nossas vidas.

    Sem comentários em “Resenha: A Garota no Trem”

    1. A Bookaholic Girl 18 de novembro de 2016 at 01:24 #

      Oies… Uau, eu tbm fiquei com muita pena do estado da Rachel, mas a história conseguiu me prender, queria muito saber o que tinha acontecido e saber qual a relação das histórias, rs. Bjos da Cah! 😉

      • aboutlovess 18 de novembro de 2016 at 01:27 #

        Menina! Juro que tentei me prender a história, mas não consegui. Terminei o livro por conta da minha curiosidade – mas confesso que depois amei. kkk

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