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  • Resenhas
  • 1 fev 2017

    Resenha: Histórias de Hogwarts

    Título: Histórias de Hogwarts: Poder, Política e Poltergeists Petulantes
    Autor (a): J.K Rowling
    E-book
    Onde comprar: Amazon
    Classificação: 5/5 ❤
    Tudo que envolva o universo mágico de J.K Rowling vale a pena ser lido, não é mesmo? E com esse e-book lançado pelo Pottermore não seria diferente. Assim que fiquei sabendo dele e dos outros 2 e-books corri no site da Amazon e os adquiri. Confesso que ainda não li os outros dois, entretanto, a resenha de hoje falaremos sobre Poder, Política e Poltergeists Petulantes.

    O e-book traz várias informações e nos apresenta personagens que já conhecemos, e ainda, como e porque daquele personagem ser do jeito que conhecemos. Na verdade, conta um pouquinho da história de cada – e achei isso super interessante. Bom, no primeiro capítulo temos a história de nossa querida sóquenão Dolores Umbridge. Achei bem interessante a forma com que a J.K a descreve com ”a aparência de um cupcake decorada, mas não tinha nada de doce”. Ela ainda traz no início a data de aniversário, qual a varinha da bruxa, qual casa ela pertenceu e suas habilidades especiais. No decorrer do primeiro capítulo temos uma apresentação do passado sombrio da mesma. Sobre sua família, de como ela chegou ao poder e etc. Acabamos conhecendo um pouco mais afundo uma das bruxas mais odiadas no universo mágico.

    No segundo capítulo temos a presença dos Ministros da Magia de Azkaban. Confesso que gostei bastante, pois vai passando e comentando sobre cada Ministro que assumiu e em que ano o mesmo ”governava”. Achei úteis as informações, e nesse capítulo, conseguimos conhecer o passado e presente do Ministério da Magia.

    No terceiro capítulo é o maior capítulo, pois o mesmo trata sobre Horácio Slughorn, Porções, Porção Polissuco e Caldeirões. Conhecemos mais afundo o professor Horácio e seu elitismo entre os alunos, pois sempre estava em busca de pessoas que possuíam poderes excepcionais. Além disso, é o famoso professor que adorava Tom Servolo Riddle: uma vez que o mesmo conseguiu descobrir através de seu professor como criar Horcruxes. Com relação as porções J.K traz explicações assim como fala sobre Porção polissuco e explica mais um pouquinho sobre a famosa porção que nos é apresentada nos livros e no segundo filme de HP. Comenta ainda um pouquinho sobre a figura dos caldeirões e como a figura dos mesmos são tão importantes para a comunidade bruxa.

    Já no quarto capítulo descobrimos um pouco mais sobre o professor Quirino Quirrell – o primeiro professor de Defesa Contra as Artes das Trevas de Harry Potter. Ficamos sabendo ainda como e porque Voldermort o escolheu para habitar temporariamente em seu corpo.
    E por fim, o quinto capítulo Pirraça, o poltergeist temos a história de nosso fantasma favorito: O pirraça. Pra quem já leu os livros, com certeza sentiram a falta dele nos filmes assim como eu. De acordo com J.K: poltergeist seria pelo simplesmente um fantasma barulhento, haha.
    Para quem ainda não leu, super indico os e-books. Com certeza vocês irão amar todas as explicações. Sem contar que no final de cada capítulo, temos reflexões da J.K Rowling e os comentários são super válidos.

  • Resenhas
  • 1 fev 2017

    Resenha: Como eu era antes de você

    Título: Como eu era antes de você
    Autor (a): Jojo Moyes
    Editora: Intrínseca
    Ano: 2013
    Onde comprar: Amazon|Saraiva|Submarino
    Classificação: 5/5 ❤

     Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro. Como eu era antes de você é uma história de amor e uma história de família, mas acima de tudo é uma história sobre a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.
    Um livro/filme que tem como tema principal a música Photograph de Ed Sheeran não podemos esperar pouca coisa, não é mesmo? Uma música que é capaz de despertar toda paixão que existe em seu coração, onde a letra diz: Amar pode curar. Amar pode remendar sua alma e é a única coisa que eu sei. Eu juro que fica mais fácil. Lembre-se disso em cada pedaço seu e é a única coisa que levamos conosco quando morremos.
    Pensei bastante antes de começar essa resenha para o blog, uma vez que meus sentimentos com relação ao livro são de fato um tanto quanto contrário a maioria das pessoas. Analisei o livro da perspectiva de Will Traynor, e não apenas o conto de fadas que as pessoas idealizam ao ler Como eu era antes de você.
    Quando lembro desse livro, sinto todas as emoções que um dia quis esconder dentro de mim. A autora desperta todas os detalhes de um amor um tanto quanto impossível – pois ambos os lados sentem algo um pelo outro, entretanto, apenas uma pessoa está de fato pronta para se entregar e abrir mão de tudo por conta de um amor. A história do livro Como eu era antes de você nos apresenta Louisa Clark – uma típica jovem de 26 anos vivendo sua vida da forma mais comum possível. Tem um emprego que possibilita sua monotonia – que depois é quebrada, lógico – uma jovem em um relacionamento que visa apenas o lado de uma pessoa, onde a mesma abre mão de sua vida para viver a vida de outra pessoa, e além disso, uma jovem que não só abre mão de sua vida, mas também de seus sonhos e vontades por conta de sua família.

    Por outro lado temos Will Traynor: um típico homem que viveu sua vida da melhor forma possível, super ativo e esportista que estava a frente da empresa de sua família. Porém, o mesmo teve um trágico acidente, onde tornou-se tetraplégico. Com o advento do acidente, Will não se encontra mais feliz como antes e assim, planeja de fato dar um basta ao seu sofrimento.
    Nesse contexto somos apresentados a um romance utópico entre os personagens, tendo em vista que Lou mais uma vez está disposta a abrir mão de seu eu, para fazer e ser feliz com Will. A partir do momento em que Lou e Will começam a se envolver de fato, somos convidados a pensarmos o seguinte: até que ponto os nossos sentimentos nos tornam reais tendo como base o ”abrir mão de si mesmo” para a felicidade de quem se ama? Lou estava disposta, esperando que Will abrisse de fato o seu coração para que ela lhe mostrasse o mundo se possível. Entretanto, será que aquela frase que assistimos no filme ”Antes que o dia termine” existe de fato? Que em um relacionamento sempre haverá alguém que irá amar mais, se entregar mais. No romance de Jojo não seria diferente: um lado deseja entregar seu coração aos sentimentos com todas as suas forças; por outro lado, temos uma pessoa que por mais que deseje que o romance se torne real, não teria coragem de pedir para que a pessoa se prendesse a ela.

    E com isso, observo atentamente que há de fato amor por ambos os lados – mas cada um sabe a sua limitação ao poder de amar, sabe até que ponto se entrega ou não a um relacionamento. E por mais que esperamos uma decisão diferente do personagem, o mesmo não vê outra saída – e devemos entender isso. A vida de uma pessoa é sua por completo. Eu entendo o lado de Will, entendo mesmo. Por mais que Lou pudesse fazer o impossível acontecer para que ele se tornasse feliz, não seria o bastante.
    Além disso o romance nos trás boas reflexões, uma vez que Will desperta tudo que existe de melhor em Lou – a personagem começa a sonhar novamente – e em meu ponto de vista, os sonhos são os combustíveis de nossas almas – começando assim a relembrar todos os fatos e tudo aquilo que já foi importante em sua vida. E isso não em preço. Faz com que nossa querida Lou reencontre o seu lugar ao mundo despertando assim, seu encontro consigo mesma.
    Confesso que adoro livros onde as personagens se encontram não em amores, mas em si. E por mais que algumas pessoas não tenham gostado do final, em meu ponto de vista, o amor não é só o fato de viver romantizando todos os momentos – mas viver todos os momentos como se fossem os últimos, e assim, trazendo tudo que há de melhor em desejos e sentimentos que acabaram adormecidos em algum canto de seu ser.
    Jojo Moyes nos traz a reflexão de que além de sentimentos por outras pessoas, precisamos de fato, de nos encontrar, para que assim possamos viver um romance, e nos entregar ao amor.
    É que… não aguento pensar que você vai ficar aqui pelo resto da vida. – Ele engoliu seco. – Você é muito inteligente. Muito interessante. – Ele desviou os olhos de mim. – Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.