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  • Resenhas
  • 1 fev 2017

    Resenha: Perdida

    Título: Perdida
    Autor (a): Carina Rissi
    Editora: Verus
    Ano: 2013
    Onde comprar: Amazon|Saraiva |Submarino
    Classificação: 5/5 ❤

     

     Sinopse: Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa? Ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos… Perdida é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.

    Vamos começar essa resenha um tanto quanto diferente? Imagine você, uma jovem de 24 anos que cresceu em uma sociedade moderna: com carros, eletricidade, fast food, internet, Smartphones e toda tecnologia que nos é apresentada desde a nossa infância, adolescência e juventude. Bom, acredito que como eu, a maioria de nós somos convidados desde a cedo a ingressar e ter acesso a era tecnológica, e por não conhecermos outras realidades, acabamos nos apaixonando de fato por esse mundo tecnológico o qual nos encontramos. Sofia não é diferente de nós: é uma jovem que trabalha muito para conquistar seu espaço no trabalho, além de ter sofrido uma perda e ser sozinha na vida – claro, tem a Nina, sua melhor amiga. Uma jovem que foi de fato introduzida a vida adulta, fazendo com que a mesma tivesse responsabilidades e que amadurecesse rápido. Além disso, a correria que sua agitada vida na metrópole lhe causa, a mesma não acredita mais no amor, muito menos no instituto religioso do casamento.

    Com isso em um dia nada comum, Sofia resolve ir comprar um celular novo pois o seu caiu na privada de um bar onde esta comemorando com a Nina, sua melhor amiga. Quando Sofia tentando se recuperar de uma ressaca, vai em uma loja em busca de um novo celular – pois imaginem vocês sem um? Hoje em dia não consigo me imaginar sem o meu, sério. Chegando a loja, uma vendedora um tanto quanto estranha lhe atende, e oferece um celular mais estranho ainda – mas nossa protagonista resolve pegá-lo pois o mesmo estava com um ótimo preço. E é ai que a nossa aventura e da protagonista começa de fato. Sofia é teletransportada para o ano de 1830 – sim, no século XIX. E tudo aquilo que ela conhecera no século XXI, é deixado para trás pois agora a mesma terá que lidar com fatos e situações um tanto quanto extraordinárias – e até mesmo embaraçosas, como usar uma casinha *risos*.

    Nesse contexto somos levados juntamente com Sofia a conhecer um novo mundo e embarcamos em algo que a protagonista precisa encontrar a qualquer custo: o amor. Gente, sério! Que livro foi esse. Em várias situações me vi no lugar de Sofia, me senti sendo a protagonista do livro, fazendo com que meus olhos se enchessem de lágrimas lembrando de momentos nostálgicos sobre aquilo que pensei em algum momento ser de fato um momento importante em minha vida. Lendo Perdida pude perceber que como a protagonista, os dias passam tão rápidos que esquecemos de aproveitá-los da melhor forma possível e viver um sentimento tão lindo e verdadeiro que trocamos por um outro que nos amedronta e nos deixa com sentimento de culpa: o medo. Sim, Sofia tem medo de viver o presente e se entregar de fato sensações que seu ser anseia em ter. Perdida me trouxe sentimentos que me pegaram de um modo totalmente desprevenida, e arrancou todos os momentos mais profundos de meu ser.

    A escrita da autora é uma delícia, e faz com que a leitura seja totalmente fluida e gostosa de ser lida. Carina Rissi nos convida para um universo onde o amor é de fato colocado em primeiro lugar, deixando de lado todos os empecilhos, e a busca incansável de nos encontrar não em um outro alguém – mas em nos mesmos.

    ”Eu não me apaixonava desde… não que eu estivesse apaixonada por Ian. Eu não estava! Mal o conhecia! Mas alguma coisa nele mexia comigo. Uma coisa que eu não sabia explicar, nem para mim mesma.”
    Alguém aqui já leu o livro? O que vocês acharam?