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  • Precisamos Conversar Sobre:
  • 18 nov 2017

    Se bater saudade…

     

    Foto: Pinterest

    Cê jura que me liga? Mesmo que seja pra ficar em silêncio. Apenas pra ouvir a sua respiração. Apenas pra saber que você está aqui. Que não foi embora. Disse e prometi a mim mesma que te aceitaria como um amigo – mas não tenho real certeza se irei aguentar vê-lo seguir em frente e me deixar pra trás.

    É difícil ficar perto de você e segurar a vontade de te beijar, de te tocar como mulher. De compartilhar aventuras ao seu lado. Aquela sensação de que a qualquer momento, alguém pode chegar e ver a gente em uma situação constrangedora. É chato imaginar que você está com ela. Seguindo sua vida com ela – e eu aqui, apenas imaginando vocês dois.

    A real é que quero apenas chegar na sua casa, te ligar e dizer: ei, vem cá que tô com saudade de você. Não me importo de ferir e engolir meu orgulho pois quero apenas sentir toda intensidade depositada no que tivemos. Sair sem preocupação, sem se importar se vamos nos envolver ou não.

    Mas a grande verdade dessa coisa de não se envolver, é que no final, alguém vai se envolver. E o grande problema é que eu me permiti me envolver – e você não estava disposto a sentir. A tentar. Não estava disposto a se entregar. Então, mesmo com os sentimentos presentes aqui dentro, saiba que, com essa puta química que puxa um para o outro, eu resolvi seguir. Resolvi deixar meus sentimentos de lado mais uma vez, e me permiti tê-lo ao meu lado apenas como um bom amigo. 

    Porém, só preciso que você me prometa uma coisa: que vai querer me ver de novo e vai me ligar de madrugada.

     

  • Coréia do Sul
  • 13 fev 2017

    In Memoriam – BIDU <3

    Oi gente!

    Hoje finalmente consegui sentar e compartilhar com vocês um dos dias que com toda a certeza, foi o mais difícil pra mim. Sou mãe de três cachorros: Bidu, Luna e Nina. Confesso que sou apaixonada pelos três, e sou mãe babona mesmo! Por mais que as pessoas possam dizer que não ”existe mãe de cachorro”, e sim dono, sou totalmente contra esse tipo de pensamento. A partir do momento em que você pega amor, você se torna responsável – e me considero como uma mãe pra eles sim.

    Quando me mudei de Cuiabá-MT para o Espírito Santo, vim com duas cachorrinhas. Porém, não tínhamos condições de mantê-las como cuidávamos delas em MT. Quando nos mudamos, passou algum tempo, e elas fugiram de nossa casa, e um senhor pegou e cuidou delas. Depois de algum tempo, descobrimos quem era, e acabamos deixando com ele, tendo em vista que não tínhamos condições para cuidar das duas no estado.

    Em 2009, depois de tanto implorar e não conseguir uma resposta positiva de meu pai para ter um novo cachorrinho, eis que o dono do petshop do bairro onde morávamos disse que haviam encontrado um poodle macho abandonado pela família, e que era muito fofo e super educadinho. Implorei tanto pra minha mãe deixar ele comigo, que ela acabou aceitando e depois minha irmã e eu iríamos nos virar pra conversar com meu pai. Quando ele chegou em nossa casa, nem parecia que tínhamos um cachorro, de tão quietinho que ele era. Tão bonzinho e amoroso <3 tentamos vários nomes, e por fim, minha irmã sugeriu Bidu, e ele logo acatou quando ouviu. Ficou decidido: o nome dele seria Bidu. 

    Brincávamos e cuidávamos dele como se fosse um irmãozinho mais novo – e eu com a minha mania de cuidar e dizer que era meu filho. Diferente dos outros cachorros que tive, Bidu não gostava nada que eu o apertasse – sim, sou meio Felícia tratando-se de cachorro. Mas aos trancos e barrancos fomos nos entendendo e ele aceitava o meu amor exagerado. 

    Cuidamos de Bidu da melhor forma que podíamos! Sabíamos que a qualquer momento ele poderia descansar, pois ele já era idosinho quando o adotamos. Mas não… nosso bebê foi forte. Ficou com a gente até o último momento de sua vida – e olha que ele aproveitou bastante. Lembro-me quando ainda morávamos no bairro em que o adotamos, e ele era conhecido pelas ruas como o ”cachorro mijão” ele não sabia passear… só fazia xixi mesmo, haha. Era simpático, educado e amava as pessoas que demonstravam o mínimo de carinho. Meu anjinho só queria ser amado – tenho certeza que ele foi muito amado por nós. 

    Mas infelizmente eles não são eternos. Assim como nós, o meu príncipe descansou  

    Agradeço imensamente a Deus por ter me dado a  oportunidade de cuidar e de acolher quando o abandonaram na rua. Que falta ele me faz   te amo tanto, meu anjinho. Saiba que a saudade ficou juntamente com o presente mais lindo (Nina) que você me deu.